68º Congresso Brasileiro de Coloproctologia

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Dados do Trabalho


Título

RELATO DE CASO DE PACIENTE COM DOENÇA INFLAMATORIA INTESTINAL

Objetivo(s)

Relatar um caso de doença inflamatória intestinal indeterminada

Descrição do caso

Paciente GDB, masculino com 20 anos.  Há 2 anos iniciou quadro de disenteria, emagrecimento, astenia e cólica abdominal. Colonoscopia (27/11/17): pancolite leve a moderada, ausência de sinais histológicos para caracterizar DC e Rx trânsito intestinal sem alterações. 
Iniciou tratamento com prednisona e mesalazina. Não apresentou boa resposta ao tratamento, sendo alterado para azatioprina associada ao infliximab. GDB evoluiu com pancreatite medicamentosa, sendo suspenso a azatioprina. Manteve-se com piora dos sintomas e com episódios de febre. Após várias internações hospitalares devido RCU grave refratária a infliximab e pulsos de corticóide, evoluiu com piora do quadro, com enterorragias, dor e distensão abdominal. Foi submetido a colectomia total com ileorreto anastomose e ileostomia protetora. AP (03/05/18): DII difusa dos cólons associada a extensas áreas de ulcerações, compatível com Retocolite ulcerativa idiopática ativa e acentuada (úlceras comprometendo mucosa e submucosa. Parede muscular e serosa preservadas). Coto ileal e apêndice cecal sem lesões.
Após completa recuperação pós operatória e melhora parcial do quadro infeccioso foi iniciado enema de mesalazina tópico. Porém, sem efetividade na melhora da proctite. Novamente evolui com piora do quadro clínico geral e da inflamação retal. Optado pela reintrodução do Infliximab. Mas na segunda dose de indução, paciente apresentou reação grave à medicação: taquipneia, taquicardia, dor precordial, cianose de extremidade e dessaturação. Sendo necessário suspender o Infliximab.
Solicitado vedolizumab para tratamento da proctite, porém ainda não liberado.
Em abril de 2019, GDB ingeriu um corpo estranho e evoluiu com dor peri ileostomia intensa por 3 dias. Apresentou melhora da dor após saída do corpo estranho (osso) pela ostomia. Após, drenagem de secreção entérica peri-ileostomia. A fístula foi tratada conservadoramente com sucesso e melhora da dermatite. Após 30 dias paciente apresentou dor intermitente em região de ileostomia.  Com progressão para dor persistente associada a perda de peso e picos febris. 
Tomografia abdômen evidenciou espessamento de segmento de alça de ileo distal.
Visualizado crescimento de  tecido inflamatório, aspecto piogênico e granulomas, em ileostomia. Submetido à enterectomia com reconfecção de ileostomia. Segmento de ileo de cerca de 25 cm com intenso processo inflamatório e perfuração bloqueada de ileostomia em aponeurose. 
AP(22/07/19): Ileíte crônica ulcerativa com comprometimento entérico segmentar associado a inflamação transmural. Não se observa processo granulomatoso.

Discussão e Conclusão(ões)

Um diagnóstico preciso para colite indeterminada, deve ser possível quando todos os dados estiverem disponíveis.
Na maioria dos casos,a verdadeira natureza da colite se torna evidente com o curso da doença do paciente.

Área

Doenças Inflamatórias Intestinais

Autores

Talita Zancanaro Carniel, Roberta Denise Alkmin LIMA, Rafaela Morais MACEDO, MUHAMED ALI HIJAZI, MARIELLA FURLAN CARNEIRO, MARIANE TONIN JATOBÁ, ULISSES CARDOSO MARQUES, REGINALDO RODRIGUES PRADO